Never Again!
2005. Nem mesmo em tal ano escrevi tão pouco quanto agora.
De certa forma é estranho afirmar que esse fato acontece por eu estar bem, muito melhor do que há 3 anos, alias. Poucas coisas têm me preocupado ou angustiado; Tenho conseguido exorcizar algumas pessoas do passado (ainda que tais venham sempre à minha mente); admiti que estou com quem quero e preciso estar (ainda que hajam alguns desejos por certas outras); Em suma, eu estou bem, muito melhor do que o habitual.
Contudo, nesta última semana algumas coisas me entristeceram mais do que poderia esperar.
Mesmo que eu costume afirma que tenho somente duas ou três amigas, não é assim que sinto ou gostaria que fosse. Procuro ser amigo de todos que se mostram confiáveis, me interesso por todos, sem exceção, me preocupo com quem já me fez ou faz diferença. Me entristeci, me desapontei, me decepcionei quando vi que o inverso não é uma verdade.
Talvez eu seja uma exceção, uma, de certa forma, aberração. Porém, procuro revelar a quem se importa (quem?) o que acontece em minha vida, seja bom ou ruim. Como acham que me senti quando soube que uma de minhas mais queridas "amigas" está casada e teve um filho? Isso séria ótimo, se eu tivesse tido conhecimento de tal fato através dela e não de outros.
Resumindo - me sinto traído.
Um dia depois de tal queda, uma das pessoas importantes em minha vida (senão a mais) me pediu para desenhar uma tatuagem, pois nos veríamos no dia e dois dias depois. Alias, alguns dias antes ela havia me convidado para ir até sua casa e fazer-lhe companhia, pois estava mal, porém essa foi a primeira e única vez que tal convite foi feito - eu a conheço há anos e não pude ir vê-la. Enfim, no dia em que nos veríamos ela não me ligou, foi dormir. Quanto ao encontro seguinte... bem, ela preferiu sair com uma amiga.
Não me entristeci por esse(s) fato(s) em si, mas sim por não ter sido a primeira vez que isso acontece. Alias, nossa amizade é melhor banhada por encontros fictícios do que reais, muito melhor.
Me entristeci por sentir que "útil" somente quando absolutamente todos os seus amigos estão ocupados, que sentir que só sou informado de algo importante quando há mais forma de esconder.
Sinto muito, muito mesmo, mas essa é a verdade - ainda que mal expressa - e agora me pergunto quando e se vou conseguir ou querer confiar em palavras e atos tão instáveis e inconseqüentes.
Falo tudo acima diretamente para as duas "amigas" supracitadas.
Faço diferença? Não diga, mostre!
Não quero parecer alguém hipocrita que insiste em julgar os outros, prefiro não julgar ninguém e somente mostrar o quanto sou ou somos afetados por aqueles que nos cercam. Não cabe a mim afirmar quem está certo ou errado, caso haja alguém. Me parece que não fiquei abalado pelo descrito acima, mas sim por não ser visto como alguém prazeroso ou útil em todas as horas... sei que tenho responsabilidade quanto a isso, talvez por ter esperado demais.


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