Domingo, 8 de Junho de 2008

Estava sozinho em seu quarto, praticamente como sempre. Olhando para seu computador, ele pensava em quem sonhava em rever; pessoas que moravam perto ou longe, em seus sorrisos, mãos e pés. Quantas vezes disse adeus à tais pessoas, tentando se enganhar com que as simples e meras palavras fossem, por sí só, se realizar?
Por muito tempo - anos, décadas - tentou reafirmar os laços com quem não mais estava presente. Contudo, seja pela distância, relacionamentos, orgulho ou a soma de tais, nunca pôde fazê-lo, nunca mais consegiu algo maior do que "amanhã ou nesta semana a gente se vê,tá?" Meu Deus, quantas horas demora pro amanhã chegar? Quantos dias têm uma semana?
Ninguém pode ser excluído de tal responsabilidade, nem mesmo ele. Porém, que seja dita a verdade; Ele, por mais preguiçoso que fosse, sempre se colocou à disposição para ir à tais pessoas, sempre deixou claro onde e quando vê-lo. Nunca negou-as a palavra ou pensamentos.

Sentia falta de suas amigas. Nada mais sabia das mesmas. Será que ainda se lembravam dele? Por que mais que queira pensar que sim, os fatos mostram o contrário, mostram que tais amizades morreram. Infelizmente. Afinal, a diferença entre um amigo e um conhecido não é que o primeiro se dispõe a ajudar e ouvir sempre que necessário?
Sua alma chora quando se lembra de seus mais difíceis dias; nos quais pediu, em vão, ajujda, ombro, cólo e, acima de tudo, uma simples atenção.
O ontem acabou. Que o amanhã traga algo melhor mostrando que amizades também ressuscitam ou reencarnam.

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