Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Desde ontem, creio eu, estou bestificado, impressionado, admirado com a genialidade, com a criatividade humana; sem exceções. Contudo, escrevo hoje para falar, para dissecar e tentar compreender certa característica, senão humano, minha.
Dependemos de amigos e parceiros, namorados e esposas, porém nunca nos perguntamos o motivo; Nunca refletimos se tais são tão fundamentais quanto ouvimos e estamos condicionados a acreditar.
Pensemos bem, pensemos logicamente. Todos fazem questão de acreditar e dizer que são independentes, que sabem o que gostam ou querem. No entanto, quantas pessoas saem sozinhas? Quantos vão ao cinema, bar ou boate sem ter certeza de que irão encontrar algum conhecido? Quantos baseiam sua própria imagem na opinião dos outros? Pouquíssimos! Sabe a diferença entre uma amizade colorida e um namoro? Nenhuma, exceto pelo compromisso.
Acho que chagamos ao ponto fundamental. Se queremos sair, podemos ir sozinhos. Se queremos transar, podemos pagar àlguém, homem, mulher ou indefinidos. Enfim, sejamos francos, só nos relacionamos para nos sentir necessários aos outros. Eis o motivo logicamente real para não nos isolarmos totalmente.
Discorda? consulte um psicanálista. Ele será seu melhor amigo, você poderá falar o que ninguém sabe.
Pois é... barmen não são amigos provavelmente nem sabem seu nome ou gostam de você.
Eis o mundo real. Como disse Kant, se a Providência nos quisesse felizes, não nos teria dado inteligência.

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