Frases de Bukowski
"Gosto da forma com que os filósofos destroem conceitos e as teorias que os precederam. Isso tem acontecido há séculos. Não, não é assim, dizem. É desse jeito. Isto continua sem parar e parece lógica, esta continuidade. O principal problema é que os filósofos devem humanizar sua linguagem, torná-la mais acessível, então os pensamentos se iluminam mais, ficam mais interessantes. Acho que estão aprendendo a fazer isso. A simplicidade é essencial."
"Sei que são só as unhas dos pés, mas não consigo achar tempo para cortá-las. Estou sempre atrasado, não tenho tempo para nada. Claro, se eu pudesse ficar longe do hipódromo teria tempo de sobra. Mas toda a minha vida tem sido uma questão de lutar por uma simples hora para fazer o que eu quero fazer. Tem sempre alguma coisa atrapalhando a minha chegada a mim mesmo. Sim, eu sei que tem pessoas morrendo de câncer, que tem pessoas dormindo nas ruas, em caixas de papelão, e eu fico falando em cortar minhas unhas. Ainda assim, provavelmente estou mais perto da realidade do que um panaca que assiste a 162 jogos de baseball por ano. Estive em meu inferno, estou no meu inferno, não me acho superior. O fato de estar vivo com 71 anos e falando sem parar sobre minhas unhas dos pés é milagre suficiente pra mim."
"Quanto a escrever, hoje escrevo basicamente da mesma forma que fazia há 50 anos, talvez um pouco melhor, mas não muito. Por que tenho que chegar aos 51 anos para poder pagar o aluguel com meus livros? Quero dizer, se estou certo e escrevo igual, por que demorou tanto? Tive que esperar que o mundo me entendesse? E, se ele me entende, como estou agora? Mal é isso. Mas não acho que fiquei burro por acaso. Será que um cara burro se dá conta que é ?"
"Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?"
"Cada vez que você paga alguém para dizer a você o que deve fazer, você é um perdedor. E isto inclui seu psiquiatra, seu psicólogo, seu operador de bolsa de valores, seu professor, seu jornalista e seu etc."
"Nunca estou sozinho. A melhor coisa é ficar sozinho, mas nem tanto assim. Acho que vou descer e sentar com minha mulher, ver um pouco da estúpida TV. Estou sempre no hipódromo ou nesta máquina. Talvez minha mulher goste disso. Espero. Bem, aqui vou eu. Sou um cara legal, sabe? Descer. Deve ser estanho viver comigo. É estranho pra mim..."
"Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de um montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos."
"Música clássica, charutos, o computador faz o texto dançar, gritar, rir. O pesadelo da vida também ajuda."
"Todos os dias, quando entro no hipódromo, sei que estou mandando minhas horas á merda. Mas ainda tenho a noite. O que os outros escritores fazem? Ficam na frente do espelho e examinam os lóbulos da orelha? E então escrevem sobre eles. Ou sobre suas mães. Ou como Salvar o Mundo. Bem, podiam me poupar não escrevendo esse troço chato. Essa bobagem sem energia e murcha. Pare! Pare! Preciso ler alguma coisa. Será que não há nada pra ler? Acho que não. Se você achar, me conte. Não, não faça isso. No mínimo foi você que escreveu. Melhor não. Esquece. Vai dar uma cagada."
"Não me preocupo com a morte ou não tenho pena de morrer. Parece uma tarefa desgraçada. Quando? Na próxima quarta-feira á noite? Ou quando estiver dormindo? Ou por causa da próxima terrível ressaca? Acidente de trânsito? É uma carga, uma coisa que deve ser feita. E vou morrer sem acreditar em Deus. Isso vai ser bom, posso enfrentá-la de cabeça em pé. É uma coisa que você tem que fazer, como calçar os sapatos de manhã."
"Em parte é o poder da rotina, um poder que mantém a maioria de nós. Um lugar para ir, uma coisa para fazer. Somos treinados desde o começo. Sair, entrar. Talvez haja alguma coisa interessante lá. Que sonho ignorante! Parece a época em que eu saía para arranjar mulheres nos bares. Pensava, talvez esta seja a certa. Outra rotina. Mesmo assim, durante o ato sexual, pensava, esta é outra rotina. Estou fazendo o que acham que devo fazer. Me sentia ridículo, mas mesmo assim seguia em frente. O que mais poderia fazer? Bem, deveria ter parado. Deveria ter parado e dito:
- "Olhe, meu bem, estamos sendo muito bobos. Somos apenas ferramentas da natureza"
- "Como assim???"
- "Quero dizer, meu bem, você já viu duas moscas fodendo ou algo parecido?"
- "Você está LOUCO, vou embora daqui!!!"
"Televisão nada mais é que censura, comerciais, risadas gravadas. E você não pode ofender os anunciantes e ainda tem que agradar os patrocinadores."
"Sei que são só as unhas dos pés, mas não consigo achar tempo para cortá-las. Estou sempre atrasado, não tenho tempo para nada. Claro, se eu pudesse ficar longe do hipódromo teria tempo de sobra. Mas toda a minha vida tem sido uma questão de lutar por uma simples hora para fazer o que eu quero fazer. Tem sempre alguma coisa atrapalhando a minha chegada a mim mesmo. Sim, eu sei que tem pessoas morrendo de câncer, que tem pessoas dormindo nas ruas, em caixas de papelão, e eu fico falando em cortar minhas unhas. Ainda assim, provavelmente estou mais perto da realidade do que um panaca que assiste a 162 jogos de baseball por ano. Estive em meu inferno, estou no meu inferno, não me acho superior. O fato de estar vivo com 71 anos e falando sem parar sobre minhas unhas dos pés é milagre suficiente pra mim."
"Quanto a escrever, hoje escrevo basicamente da mesma forma que fazia há 50 anos, talvez um pouco melhor, mas não muito. Por que tenho que chegar aos 51 anos para poder pagar o aluguel com meus livros? Quero dizer, se estou certo e escrevo igual, por que demorou tanto? Tive que esperar que o mundo me entendesse? E, se ele me entende, como estou agora? Mal é isso. Mas não acho que fiquei burro por acaso. Será que um cara burro se dá conta que é ?"
"Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?"
"Cada vez que você paga alguém para dizer a você o que deve fazer, você é um perdedor. E isto inclui seu psiquiatra, seu psicólogo, seu operador de bolsa de valores, seu professor, seu jornalista e seu etc."
"Nunca estou sozinho. A melhor coisa é ficar sozinho, mas nem tanto assim. Acho que vou descer e sentar com minha mulher, ver um pouco da estúpida TV. Estou sempre no hipódromo ou nesta máquina. Talvez minha mulher goste disso. Espero. Bem, aqui vou eu. Sou um cara legal, sabe? Descer. Deve ser estanho viver comigo. É estranho pra mim..."
"Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de um montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos."
"Música clássica, charutos, o computador faz o texto dançar, gritar, rir. O pesadelo da vida também ajuda."
"Todos os dias, quando entro no hipódromo, sei que estou mandando minhas horas á merda. Mas ainda tenho a noite. O que os outros escritores fazem? Ficam na frente do espelho e examinam os lóbulos da orelha? E então escrevem sobre eles. Ou sobre suas mães. Ou como Salvar o Mundo. Bem, podiam me poupar não escrevendo esse troço chato. Essa bobagem sem energia e murcha. Pare! Pare! Preciso ler alguma coisa. Será que não há nada pra ler? Acho que não. Se você achar, me conte. Não, não faça isso. No mínimo foi você que escreveu. Melhor não. Esquece. Vai dar uma cagada."
"Não me preocupo com a morte ou não tenho pena de morrer. Parece uma tarefa desgraçada. Quando? Na próxima quarta-feira á noite? Ou quando estiver dormindo? Ou por causa da próxima terrível ressaca? Acidente de trânsito? É uma carga, uma coisa que deve ser feita. E vou morrer sem acreditar em Deus. Isso vai ser bom, posso enfrentá-la de cabeça em pé. É uma coisa que você tem que fazer, como calçar os sapatos de manhã."
"Em parte é o poder da rotina, um poder que mantém a maioria de nós. Um lugar para ir, uma coisa para fazer. Somos treinados desde o começo. Sair, entrar. Talvez haja alguma coisa interessante lá. Que sonho ignorante! Parece a época em que eu saía para arranjar mulheres nos bares. Pensava, talvez esta seja a certa. Outra rotina. Mesmo assim, durante o ato sexual, pensava, esta é outra rotina. Estou fazendo o que acham que devo fazer. Me sentia ridículo, mas mesmo assim seguia em frente. O que mais poderia fazer? Bem, deveria ter parado. Deveria ter parado e dito:
- "Olhe, meu bem, estamos sendo muito bobos. Somos apenas ferramentas da natureza"
- "Como assim???"
- "Quero dizer, meu bem, você já viu duas moscas fodendo ou algo parecido?"
- "Você está LOUCO, vou embora daqui!!!"
"Televisão nada mais é que censura, comerciais, risadas gravadas. E você não pode ofender os anunciantes e ainda tem que agradar os patrocinadores."


4 Comentários:
Posso nao ter idade suficiente pra jugar o seu trabalho, mas na minha opnião, as frases devia ser mas criativas e menos infanties, espero
que voce olha meu comentario como uma critica construtiva e nao um simples comentario..
Não julgo ninguém pela idade física, especial porque não tenho mais do que 27 anos.
Contudo, Charles Bukowski não sou eu, mas sim eu dos escritores mais conceituados pela sua literatura extremamente fora de qualquer padrão. Ele morreu há alguns anos.
Porra,
essa galera não si dá nem ao trabalho de pesquisar antes de criticar... Crítica construtiva???
O quê é certo e o que é erradO??? Se é que existe issO....
Hehehehehehhehe!
Abrç!
Lia...
Achei divertidíssimo o primeiro comentário... Brava gente brasileira! (rs)
Depois de ter ter sido doutrinado por "Paulos Coelho" deve ser bastante difícil entender a magnitude de Bukowski.
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