Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Ontem eu consegui "terminar" um texto sobre despedidas (mais um)... Agora preciso encontrar coragem para publicá-lo... Talvez ainda hoje...

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Um Trauma

Três.
Ela morava perto. Minha janela estava em frente a sua, ainda que em diferentes prédios. Mesmo que não soubesse, ela acabara se tornando minha companheira, pois eu costumava sentar sobre a borda da janela quando queria pensar, hábito frequente.
Sabia que cursava a mesma faculdade que eu, então, alguns meses após algo trágico, decidi mandar-lhe uma carta para irmos juntos ao primeiro dia do reinício das aulas. Ela aceitou.
Nos encontramos, conversamos. Nos demos bem.
Não nos falamos por uns dias. Não nos cruzávamos. Eu não tinha seu telefone.
Certa noite após a aula, quando eu já estava em casa, escrevi outra carta. Fiquei em frente ao seu prédio esperando que ela chegasse. Entreguei-a, ela disse obrigado. Fui embora.
Ela não me ligou ou me procurou.
Ressalto que não estava apaixonado. Queria e precisava de uma companhia, talvez precisasse descobrir quem eu havia me tornado.
Dia 14 de fevereiro. A enviei outra carta. Novamente pedi sua atenção, pedi para ser seu amigo, nada além disso. Ela respondeu.
Aos seus olhos eu era assustador, havia invadido sua privacidade.
Fiquei mal. Nunca havia oferecido ou pedido a amizade de qualquer outra pessoa; não havia lhe dito nada que não para minha sagrada mãe.
Bloqueie tal fato. Tal sentimento.

Isso tudo aconteceu em 2003. Ainda hoje sinto os efeitos de tal trauma. Ainda hoje tenho me de causar medo, de ser como sou. Ainda hoje, mesmo sem perceber, sempre tenho receio de procurar ou conhecer alguém.

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Nádegas a Declarar

- Gabriel, o Pensador

Ordem e Progresso, sua bunda é um sucesso.
Nádegas a declarar, nádegas a declarar.
Ordem e Progresso, sua bunda é um sucesso.
Nádegas a declarar, nádegas a declarar.

Nádegas a declarar? Claro que não!
Eu tenho opinião nessa papo de bundão,
mas primeiro você, Fernanda.
Primeiro as damas, o que é que manda?

Aí, Gabriel, vou logo deixar claro, não é lição de moral,
todo mundo tá sabendo que samba é tropical,
No país do futebol e carnaval,
mexer a sua bundinha até que é natural.
No meu ponto de vista,
sem querer ser feminista,
a bundalização é bastante estimulada
por essa cultura machista, cê sabe... ta cheio de porco-chauvinista.
Por isso que esse papo não é só pras menininhas,
é pra todos esses caras que dão força, que dão linha
no concurso, na promessa de futuro,
no programa de TV e no rádio toda hora pra você.

A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem

O que que você tem de bom além do bumbum? Um talento, algum... dom?
Ou as suas qualidades estão limitadas ao balanço dessa bunda arrebitada?
O que que você tem além da bunda?
Pense bem que a pergunta é profunda
Não, não é isso, menina!
Eu não tô falando da sua virilha
Que deve ser uma maravilha, mas seu cérebro é menor do que um caroço de ervilha

Ô minha filha, acorda pra vida
A sua bunda tá em cima, mas sua moral tá caída

A dignidade tá em baixa
Você só rebola, só rebola, só rebola e se rebaixa
E se encaixa no velho perfil:
Mulher objeto em pleno ano dois mil
E um, e dois, e três
Sempre tem alguém pra ser a bunda da vez
Te chamam de celebridade e você acredita
Enche o rabo de vaidade e arrebita

A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem

Você tira até retrato três por quatro de costas
Pensa com a bunda e quando abre a boca só sai bos...
Talvez você nem seja tão piranha
Mas qualquer concurso miss bumbum que tem, você se assanha
A-aha! E tira foto fazendo pose de garupa de moto
A-aha! Vai sair na revista e o povo vai dizer que você é artista
Porque agora bunda é arte, é cultura, é esporte
É até filosofia, quase uma religião
E se você tem sorte pode ser seu passaporte para fama
Ou pra cama, pode ser seu ganha-pão
Bunda conhecida, bunda milionária
Bonitinha mas ordinária
Que nem otária na TV, de perna aberta
Queima o filme das mulheres e se acha muito esperta
Vai, vai lá! Vai entrar na dança, vai usar a poupança
Vai ficar orgulhosa sem saber o mau exemplo que tá dando pras crianças
Adolescentes, adultas e adultos retardados
Que idolatram um simples rebolado
[Bando de bundão!!] Aplaudindo a atração
[Não pelas idéias, mas pelo burrão]

A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem

[-"Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso...
-Ai, nádegas a declarar!"]
[Lombo ambulante, burrão ignorante!!]
Sua bunda é alucinante
A rabeta arrebenta, mas beleza não é tudo
Além da forma tem que ter conteúdo
Senão você se torna descartável
Que nem uma boneca inflável
Então encare a realidade com seu olho da frente
E veja a vida de uma forma diferente
Porque uma mulher decente pode ser muito mais atraente que uma bunda sorridente
Então, garota sangue bom
Se liga na missão, se liga nesse toque
Ser ou não ser, eis a questão
A vida é bem mais que um número no Ibope
Deixe a sua mente bem ligada ou vai ficar injuriada
Reclamando que não é valorizada
Pára pra pensar, bota a bunda no lugar
E a cabeça pra funcionar

A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem

Solta essa bundinha, solta o verso
Solta a rima. Minha filha, solta o verbo na cara do Brasil
Que atrás de você virão mais de mil

Eu também não sou chegado em celulite
Mas eu vou te dar um palpite, exercite a tua mente
E não se irrite se eu tô sendo muito franco
Mas atualmente ela só pega no tranco

Amanhã você vai olhar pra trás
E vai ver que o seu colã já não entra mais
Vai querer fazer uma lipo, vai querer meter silico
E vai continuar pagando mico

A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem

Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar, nádegas a declarar
Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar

Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar, nádegas a declarar
Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar




Preciso falar mais alguma coisa? E sim, transcrevi a música acima pensando em todos e todas, sem exceção.

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Há anos entrei em uma fase de mudança, O Retorno de Saturno. Grande parte foi por causa do acidente, grande parte foi por causa da idade.
Tanta coisa mudou em mim e em meu ponto de vista. Fiz coisas que garantia nunca fazer, errei onde fazia questão de não errar, falei o que não pensava, acreditei no que me era falso.
Parece que agora estou chegando ao fim da 'reforma interna'; estou mudando, corrigindo, me adaptando. Minha forma de agir ou depender de terceiros tem sofrido mudanças drasticas (espero eu).
Nunca gostei de ficar no banco de reservas, nunca gostei de ser procurado somente quando alguma posse minha é necessária ao outro. Nunca gostei de ser colocado atrás de outra pessoa, sejam amigos ou namorados.
Isso tem me feito mal, alias, isso sempre me fez mal.

Assim como eu tenho me reciclado, é hora de exorcizar e reciclar as pessoas "próximas".

Lanterna dos Afogados

-Paralamas do Sucesso

Quanto tá escuro e ninguém te ouve,
quando chega a noite e você pode chorar,
há uma luz no túnel dos desesperados,
há um cais de um porto pra quem precisa chegar,
eu to na lanterna dos afogados,
eu to te esperando,
vê se não vai demorar.

Uma noite longa pra uma vida curta,
mas já não importa, basta poder te ajudar
e são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora,
mas ainda sei me virar.
Eu to na lanterna dos afogados,
eu to te esperando,
vê se não vai demorar.

Eu to na lanterna dos afogados,
to te esperando,
vê se não vai demorar.

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Cálice

-Chico Buarque e Milton Nascimento

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue.
Como beber dessa bebida amarga,
tragar a dor,
engolir a labuta?
Mesmo calada a boca, resta o peito,
silêncio na cidade não se escuta.
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra,
outra realidade menos morta,
tanta mentira, tanta força bruta.

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue.

Como é difícil acordar calado,
se na calada da noite eu me dano.
Quero lançar o grito desumano,
que é uma maneira de ser escutado.
Esse silêncio toda me atordoa,
atordoado eu permanço atento na arquibancada
pra a qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue.

De muito gorda, a porca já não anda.
Cale-se!
De muito usada a faca já não corta,
como é difícil, pai, abrir a porta.
Cale-se!
Essa palavra presa na garganta.
Esse pileque homérico no mundo.
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados no centro da cidade.

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue.

Talvez o mundo não seja pequeno,
Cale-se!
Nem seja a vida um fato consumado.
Cale-se!
Quero inventar o meu próprio pecado,
Cale-se!
Quero morrer do meu próprio veneno
Cale-se!
Quero perder de vez tua cabeça
Cale-se!
Minha cabeça perder teu juizo
Cale-se!
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Cale-se!
Me embriagar até que alguém me esqueça
Cale-se!

Sábado, 2 de Agosto de 2008

Retificação

Acho que acabei sendo mal interpretado em meus últimos textos.
Quando afirmei que não quero ser visto como um terapeuta, na verdade quis dizer que não quero ser visto somente como tal.Ou seja, não gosto da idéia de ser procurado somente nas horas ruins.
Confesso que tenho uma certa tendência a fazer perguntas e falar sobre assuntos mais delicados, mas sou mais do que isso, né gente?
Ser um amigo somente pras horas ruins é tão bom quanto ter uma amizade limitada por certos assuntos e certas pessoas - mais sobre isso em um outro texto.

Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

As músicas abaixo não são para quem pode parecer.



Devolva-Me
-Adriana Calcanhotto

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor
Meu bem!
O retrato que eu te dei
Se ainda tens
Não sei!
Mas se tiver
Devolva-me!
Deixe-me sozinho
Porque assim
Eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz...

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim vai ser melhor
Meu bem!
O retrato que eu te dei
Se ainda tens
Não sei!
Mas se tiver
Devolva-me!
O retrato que eu te dei
Se ainda tens
Não sei!
Mas se tiver
Devolva-me!
Devolva-me!
Devolva-me!


O Que Me Importa
-Marisa Monte

O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você...

O que me importa
Se você me adora
Se já não há razão
Prá lhe querer...

O que me importa
Ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube dar
Amor!...

O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também...

O que me importa
Sua voz chamando
Se prá você jamais
Eu fui alguém...

O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais
Tristezas prá chorar
Que o seu!...

O que me importa
Ver você tão triste
Se triste fui
E você nem ligou...

O que me importa
Seu carinho agora
Se para mim
A vida terminou
Terminou! oh! oh! oh!
Terminou! oh! oh! oh!
Oh! oh! oh!...

Quando você pensa em mim e porque o faz?
Minha vida está passando por mais um momento de transformação pessoal, o mais difícil de todos. Nas duas últimas semanas as poucas bases que me restavam ruiram e pouco ou nada restou.
Há anos vou aos bares, há anos estou conectado à internet, há anos escrevo pedindo ajuda, ombro, cólo ou atenção. Há anos nada é construido.
Por tempo demais contei com quem não sabia de tal fato, apoiei, insentivei ou consolei que eu não via, quem não passava de pessoas virtuais, ilusões irreais, amizades incompletas.
Muitos afirmam que sou inteligente, agora me pergunto friamente o quanto vale tal. A inteligência, pelo menos a minha, traz consigo o orgulho, o racicinio lógico e por isso irreal.
Eu não saberia dizer a quanto tempo não recebo um simples convite de um amigo ou amiga, excetuando, é claro, duas pessoas. Quando minha presença é desejada, ela o é para que eu sirva de terapeuta ou conselheiro, nunca como companhia. Quantos me vêem como alguém para falar sobre nada ou sobre o dia a dia? Alias, quantos me perguntam ou me contam sobre o que há de novo?
Sou sempre o último a saber das mais importantes notícias, sejam elas namoros, filhos ou casamentos. E não, não estou me referindo à pessoas distantes ou amigos de amigos, mas sim de pessoas que ainda considero como fundamentais.
Infelizmente tem se tornado claro que sou uma pessoa descartável, irrelevante e, na prática, não passo de um conhecido, de um "cara do msn".
Pra que continuar com isso? Esta é uma pergunta real.

Você é real?

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Happy New Year

-Tarja Turunen

No more champagne
And the fireworks are through
Here we are, me and you
Feeling lost and feeling blue
It's the end of the party
And the morning seems so grey
So unlike yesterday
Now's the time for us to say

Happy new year
Happy new year
Al brindar
les deseamos
de ahora en más
paz, amor en donde reine la amistad

Happy new year
Happy new year
al rogar
esperanza de cambiar
sin dejar al desaliento dominar
y triunfar

Y cuando veo
ese mundo que vendrá
nuevo al fin
llegará
de ceniza surgirá
Gente equivocada
que pretende estar muy bien
se los ve
arrastrar
pies de barro y caminar
sin saber por dónde andar

Happy new year
Happy new year
al rogar
esperanza de cambiar
sin dejar al desaliento dominar
y así triunfar

Seems to me now
That the dreams we had before
Are all dead, nothing more
Than confetti on the floor
Es el tiempo pasado
y en los años que vendrán
¿quién podrá predecir
qué depara el porvenir
qué nos falta por vivir?

Happy new year
Happy new year
Al brindar
les deseamos
de ahora en más
paz, amor en donde reine la amistad

Happy new year
Happy new year
al rogar
esperanza de cambiar
sin dejar al desaliento dominar
y así triunfar


(Show da Tarja Turunen no Credicard Hall, dia 23 de agosto - preços de R$ 90,00 a R$ 230,00)

Sete Cidades

-Legião Urbana

Já me acostumei com a tua voz,
com teu rosto e teu olhar.
Me partiram em dois e procuro agora o que é minha metade.
Quando não estás aqui sinto falta de mim mesmo
e sinto falta do meu corpo junto ao teu.
Meu coração é tão tosco e tão pobre,
não sabe ainda os caminhos do mundo.
Quando não estás aqui tenho medo de mim mesmo
e sinto falta do teu corpo junto ao meu.
Vem depressa pra mim
que eu não sei esperar!
Já fizemos promessas demais,
já me acostumei com a tua voz,
quando estou contigo, estou em paz.
Quando não estás aqui
meu espírito se perde,
voa longe.

E quem...

"E quem um dia irá dizer
que existe razão nas coisas feitas pelo coração?"

Há quase um ano cometi um dos maiores erros de minha vida; traí quem amava e ainda amo.
Conflitos foram gerados, imagens e idéias ruins surgiram em sua mente. A confiança morreu. Desde então tenho tentado e feito o melhor que posso para satisfazê-la, para provar que aprendi a lição, para mostrar que apesar de meu erro, nunca me afastei ou a tratei como se ela não merecesse o meu melhor.
Claro, houveram tempos em que me refugiei em minha caverna. Sou humano (infelizmente), fujo quando me assusto. Fujo quando encontro o que sempre sonhei. Sendo assim, tentei boicotar meu namoro, evitei conhecer sua família, beijei outra pessoa, tentei passar a vê-la como somente uma amiga.
Meu passado amoroso não é feliz.
Meu passado amoroso não é triste.
Sofri mais do que imaginava ser possível nas mãos de mais de uma pessoa. Tentei ir ao encontro Dela diversas vezes. Marquei meu corpo com sangue para fugir das lágrimas. Criei traumas. Errei ao escolher, falhei em acertar.
Contudo, mesmo sem saber um lógico motivo, encontrei minha Salvação, encontrei a Jaqueline e me assustei.
Tremi ao perceber que dedicava à sua companhia todas os nossos dias livres. Mesmo que fossemos rotineiramente aos mesmos lugares, mesmo que fossem sempre as mesmas pessoas em nossa volta, cada dia era diferente, ainda que houvesse um padrão. Fosse pelas partidas de xadrez, músicas ruins, "você sabia", super-heróis ou pela divida sabedoria de um escritor mortal, cada dia era diferente, única e especial.
Na última semana tive a certeza de que não mais vejo sua maior ameaça em meu, em nosso futuro e por isso me calei. Na última semana seu pai falou em casamento e não tremi ou estranhei, mas sim sorri.



"E quem um dia irá dizer
que não existe razão?"

Domingo, 27 de Julho de 2008

Never Again!

2005. Nem mesmo em tal ano escrevi tão pouco quanto agora.
De certa forma é estranho afirmar que esse fato acontece por eu estar bem, muito melhor do que há 3 anos, alias. Poucas coisas têm me preocupado ou angustiado; Tenho conseguido exorcizar algumas pessoas do passado (ainda que tais venham sempre à minha mente); admiti que estou com quem quero e preciso estar (ainda que hajam alguns desejos por certas outras); Em suma, eu estou bem, muito melhor do que o habitual.
Contudo, nesta última semana algumas coisas me entristeceram mais do que poderia esperar.
Mesmo que eu costume afirma que tenho somente duas ou três amigas, não é assim que sinto ou gostaria que fosse. Procuro ser amigo de todos que se mostram confiáveis, me interesso por todos, sem exceção, me preocupo com quem já me fez ou faz diferença. Me entristeci, me desapontei, me decepcionei quando vi que o inverso não é uma verdade.
Talvez eu seja uma exceção, uma, de certa forma, aberração. Porém, procuro revelar a quem se importa (quem?) o que acontece em minha vida, seja bom ou ruim. Como acham que me senti quando soube que uma de minhas mais queridas "amigas" está casada e teve um filho? Isso séria ótimo, se eu tivesse tido conhecimento de tal fato através dela e não de outros.
Resumindo - me sinto traído.
Um dia depois de tal queda, uma das pessoas importantes em minha vida (senão a mais) me pediu para desenhar uma tatuagem, pois nos veríamos no dia e dois dias depois. Alias, alguns dias antes ela havia me convidado para ir até sua casa e fazer-lhe companhia, pois estava mal, porém essa foi a primeira e única vez que tal convite foi feito - eu a conheço há anos e não pude ir vê-la. Enfim, no dia em que nos veríamos ela não me ligou, foi dormir. Quanto ao encontro seguinte... bem, ela preferiu sair com uma amiga.
Não me entristeci por esse(s) fato(s) em si, mas sim por não ter sido a primeira vez que isso acontece. Alias, nossa amizade é melhor banhada por encontros fictícios do que reais, muito melhor.
Me entristeci por sentir que "útil" somente quando absolutamente todos os seus amigos estão ocupados, que sentir que só sou informado de algo importante quando há mais forma de esconder.

Sinto muito, muito mesmo, mas essa é a verdade - ainda que mal expressa - e agora me pergunto quando e se vou conseguir ou querer confiar em palavras e atos tão instáveis e inconseqüentes.
Falo tudo acima diretamente para as duas "amigas" supracitadas.
Faço diferença? Não diga, mostre!

Não quero parecer alguém hipocrita que insiste em julgar os outros, prefiro não julgar ninguém e somente mostrar o quanto sou ou somos afetados por aqueles que nos cercam. Não cabe a mim afirmar quem está certo ou errado, caso haja alguém. Me parece que não fiquei abalado pelo descrito acima, mas sim por não ser visto como alguém prazeroso ou útil em todas as horas... sei que tenho responsabilidade quanto a isso, talvez por ter esperado demais.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Pra Onde Vai

-Gabriel, o Pensador

Mais uma vida jogada fora
Um coração que já não bate mais, descanse em paz
Sonhos que vão embora, antes da hora
Sonhos que ficam pra trás

Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol?
Quando a noite cai?

E agora? A dor é do tamanho de um prédio
A casa sem ele vai ser um tédio
Não tem remédio, não tem explicação, não tem volta
Os amigos não aceitam, o irmão se revolta
A família não acredita no que aconteceu
Ninguém consegue entender porque o garoto morreu
Tiraram da gente um jovem tão inocente
E a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus
O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste
E a mãe simplesmente não resiste
Além do filho, perdeu o seu amor pela vida
E a nora agora tem tendências suicidas
E a namoradinha com quem sonhava se casar
Todo mundo toda hora tem vontade de chorar
Quando se lembra dos planos que o garoto fazia...
Ele dizia: "Eu quero ser alguém um dia”
Sonhava com o futuro desde menino
Ninguém podia imaginar o seu destino
Mais uma vítima de um mundo violento...
Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?

Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol?
Quando a noite cai?

Por quê um jovem que vivia sorridente perde a sua vida assim tão de repente?
Logo um cara que adorava viver
Realmente é impossível entender
Nenhuma resposta vai ser capaz de trazer de novo a paz à família do rapaz
Nunca mais suas vidas serão como antes
E eles olham o seu retrato na estante
Aquele brilho no olhar e o jeitão de criança
Agora não passam de uma lembrança
E a esperança de que ele esteja bem, seja onde for,
Não diminui o vazio que ele deixou
É insuportável quando chega o seu aniversário
E as suas roupas no armário parecem esperar que ele volte de surpresa
Pra ocupar o seu lugar vazio à mesa
A tristeza às vezes é tão forte
que é mais fácil fingir que não houve morte
Porque sempre que ele chega pra matar as saudades
Ele vem com aquela cara de felicidade
Alegrando os sonhos e querendo dizer que a sua alma nunca vai envelhecer
E que sofrer não é a solução
É melhor manter acesa uma chama no coração
E a certeza na mente de que um dia se encontrarão novamente.

Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol?
Quando a noite cai?

Sábado, 12 de Julho de 2008

Seis

Seis anos.
Há seis anos eu morri.
Tanto aconteceu em tal tempo; muito mais do que pensava ser possível, muito mais do que a lógica entende ou explica, assim como o fato de eu ainda estar aqui.
É difícil, senão impossível, comparar os dias de hoje com os de então. Tudo mudou, desde meu corpo até meu espírito, passando, é claro, por meus amigos, objetivos, paixões, sonhos e, é claro, meu corpo.
Não consigo expor ou ver o que exatamente está diferente. O máximo que posso garantir quanto a isso é que meu corpo tem titânio, minha visão foi prejudicada e nunca mais sentirei qualquer cheiro. Muitos dizem que isso é bom, que é ótimo não se incomodar com lugares ou pessoas fedidas, mas eu digo que um perfume vence qualquer fedor e nunca mais sentirei o cheiro das rosas, da pessoa que abraçar ou amar. Isso é bom?
Minha memória mudou. Grande, senão a maior parte de 2002 e 2003 não foram registrados. Porém, a mesma parece ter voltado ou se adaptado à situação atual, me lembro de tudo o que for importante (mesmo que eu nem sempre saiba), esqueço o que ou quem não me interessa.
Em 2003 entrei em uma nova sala na faculdade. Todos desconhecidos. Quantos estão comigo até hoje, anos após a formatura? Zero. Número igual aos da sala anterior. Eu parti ou eles partiram? Quem mudou? Não tenho mais do que dois amigos presentes, mesmo que em seis anos eu tenha conhecido mais pessoas do que nos vinte e dois anos anteriores. Em bares ou boates não se fazem amigos mas sim, no máximo, conhecidos. Em tais lugares me viciei. Madame Satã, Buim, "bar da esquina". Mesmo que nunca fique bêbado, o álcool se tornou meu mais fiel e solidário companheiro; a música a mais atenciosa e sábia conselheira, tenha ela vindo da Legião Urbana, Chico Buarque, Morrissey, Nightwish ou Falcão.
Tantas ilusões foram criadas e vistas como memórias, até hoje me lembro de receber um cigarro da enfermeira ou de quando fui assaltado em um caixa eletronico, quando na verdade eu estava sozinho e me flagelei.
Por pior que seja o que disse acima, quem me vê pensa que tais males não me afetam. Claro, nunca me viram chorando, afinal, por mais que eu tente e queira, isso não acontece desde 2000.
Contudo, não sou pessimista como antes era. Passei a ter Fé em Deus, desenvolvi sensitividade, voltei a desenhar e comecei a escrever de forma séria.
Hoje vejo que é preciso muito para me derrubar ou me abalar. Por mais cansado que esteja, mantenho em mente e no coração que existe um motivo real para ser admirado e invejado por muitos.
Mesmo que não consiga me desprender do passado, não consiga aceitar o que houve entre mim a Cybele, Patty ou Raquel, eu segui em frente e hoje estou com quem me vê como sou e por isso me ama.
Amigos, muitos amigos se foram, quanto a isso não posso expressar meu pesar, porém, desconhecidos já foram à minha festa de aniversário, já pediram meu abraço ou desejam me conhecer sem nunca terem falado comigo.
A Terra treme diariamente mas nunca para de girar.

Há seis anos eu renasci.

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Bala Perdida

-Gabriel, o Pensador

Bom dia, mulher,
me beija, me abraça, me passa o café
e me deseja boa sorte,
que seja o que Deus quiser
porque eu to indo pro trabalho com medo da morte,
nessas horas eu queria ter um carro-forte
pra poder sair de casa com a cabeça erguida
e não ser encontrado por uma bala perdida.

Querida, eu sei que você me ama,
mas agora não reclama,
eu tenho que ir.
Não se esqueça de botar as crianças debaixo da cama na hora de dormir.
Fica longe da janela e não abre essa porta,
não importa o motivo.
Por favor, meu amor,
eu não quero encontrar você morta se eu voltar pra casa vivo,
mas se eu não voltar,
não precisa chorar
porque levar uma bala perdida hoje em dia é normal,
bem mais comum do morte natural,
nem dá mais capa da jornal,
tchau.
Se eu demorar,
não precisa me esperar pra jantar
e pode começar a rezar.

Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar...

Quem tá na chuva, é pra se molhar.
Quem brinca com fogo, é pra se queimar,
mas eu não quero ser mais um nas estatísticas,
não quero que meu corpo vire atração turística,
ensanguentado, vítima de um crime sem culpado,
encaminhado pra um exame de balística.
Todo dia morrem dois ou três,
eu só quero saber quando vai ser a minha vez.
Onde será?
Num circo, na praia, num supermercado,
na mesa do bar ou na fila do banco, do trem da Central,
num ponto de ônibus, parado no sinal ou assistindo TV na segurança do lar.
Onde será que uma bala perdida vai me achar?
Se eu pudesse escolher,
eu morreria dormindo,
sem sentir muita dor.
Eu sei que ainda sou muito novo pra morrer,
mas outro dia esse desejo quase se realizou;
uma bala de fuzil se perdeu num tiroteio
e veio parar no meio do meu travesseiro,
só não me acertou em cheio porque eu tava com prisão de ventre no banheiro.
Atualmente eu já me deito esperando o pior,
e pra facilitar eu já durmo de palitó,
meu caixão também tá pronto atrás da porta,
enrolado com a bandeira do Brasil.
E quando eu sonho com o futuro eu acordo inseguro,
escutando mais um tiro de fuzil.

Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar...

"Eu sou uma bala perdida, uma bala desgraçada, inofensiva, feito uma criança abandonada. Eu estou sendo injustiçada, não sou culpada. Se eu tô aqui é porque eu disparada. Eu não queria entrar na arma, mas o dedo foi mais forte. O dedo me pôs na arma, puxou o gatilho! Então porque eu sou responsabilizada pela morte? Eu gostaria de ser uma bala de mel, feita com amor, embrulhada no papel, mas vocês me fizeram pra acabar com a vida! Desde que eu nasci eu sou uma bala perdida. Eu sempre fui perdida, por natureza, até num suicídio ou em legítima defesa. A maioria ainda nem percebeu, vocês tão muito mais perdidos do que eu!"



Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar, estamos em guerra.
Pra variar...

Domingo, 6 de Julho de 2008

O Caderno

No reveillon do ano 2000 ganhei um caderno especial da Denise, minha melhor na época. Poucas pessoas sabem da existência de tal caderno e menos, muito menos, ainda podem escrever ou ler o mesmo.
Tal caderno não contêm segredos, somente depoimentos e alguns pensamentos. Tal caderno sempre me lembrará sobre as fases de minha vida, das pessoas especiais que conheci e nunca vou esquecer.
Ontem, após muito decidi ler e me lembrar do que haviam escrito. Foi difícil não chorar.

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

É... parece que minha ligação com este blog menor a cada dia... já faz uma semana que escrevi dois textos e só não os publiquei por pura falta de vontade em me dedicar a isso
Mas td bem, né?

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Desde ontem, creio eu, estou bestificado, impressionado, admirado com a genialidade, com a criatividade humana; sem exceções. Contudo, escrevo hoje para falar, para dissecar e tentar compreender certa característica, senão humano, minha.
Dependemos de amigos e parceiros, namorados e esposas, porém nunca nos perguntamos o motivo; Nunca refletimos se tais são tão fundamentais quanto ouvimos e estamos condicionados a acreditar.
Pensemos bem, pensemos logicamente. Todos fazem questão de acreditar e dizer que são independentes, que sabem o que gostam ou querem. No entanto, quantas pessoas saem sozinhas? Quantos vão ao cinema, bar ou boate sem ter certeza de que irão encontrar algum conhecido? Quantos baseiam sua própria imagem na opinião dos outros? Pouquíssimos! Sabe a diferença entre uma amizade colorida e um namoro? Nenhuma, exceto pelo compromisso.
Acho que chagamos ao ponto fundamental. Se queremos sair, podemos ir sozinhos. Se queremos transar, podemos pagar àlguém, homem, mulher ou indefinidos. Enfim, sejamos francos, só nos relacionamos para nos sentir necessários aos outros. Eis o motivo logicamente real para não nos isolarmos totalmente.
Discorda? consulte um psicanálista. Ele será seu melhor amigo, você poderá falar o que ninguém sabe.
Pois é... barmen não são amigos provavelmente nem sabem seu nome ou gostam de você.
Eis o mundo real. Como disse Kant, se a Providência nos quisesse felizes, não nos teria dado inteligência.

Domingo, 29 de Junho de 2008

Pois é... não dormi. Alias, dormi, se cochilo for considerado sono...

Bom, eu sonhei, então acho que cheguei a dormir um pouco. Alias, você sabia que diferente do que os psicanalístas acreditavam, a maior parte dos nossos sonhos se referem ao dia anterior e não a nossa infancia ou nosso passado?

Enfim... detesto dormir tão pouco... depois sempre fico pensando em quem não está mais presente, nos meus erros e falhas...

Sábado, 28 de Junho de 2008

Henry Lee

-Nick Cave & PJ Harvey



Get down, get down, little Henry Lee
And stay all night with me
You won't find a girl in this damn world
That will compare with me
And the wind howl and the wind did blow
La la la la
La la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

I can't get down and I won't get down
And stay all night with thee
For the girl I have in that merry green land
I love far better than thee
And the winld did bowl and the wind did blow
La la la la
La la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

She leaned herself against a fance
Just for a kiss or two
And with a little pen-knife held in her hand
She plugged him through and through
And the wind did roar and the wind did moan
La la la la
La la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

Come take him by his lilly-white hands
Come take him by his feet
And throw him in this deep deep well
Which is more than one hundred feet
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la
La la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

Lie there, lie there, little Henry Lee
Till the flesh drops from your bones
For the girl you have in that merry green land
Can wait forever for you come home
And the wind did howl and the wind did moan
La la la la
La la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

TRADUÇÃO

Venha aqui, venha aqui, pequeno Henry Lee
E fique a noite toda comigo
Você não encontrará uma garota
Neste mundo insignificante
Que se compare a mim
E o vento uivou e o vento soprou
La la la la la
La la la la lee
Um passarinho pousou sobre Henry Lee

Eu não posso descer e não vou descer
E ficar a noite toda contigo
Pois a garota que tenho naquela terra verde e alegre
Eu amo bem mais do que ti
E o vento uivou e o vento soprou
La la la la la
La la la la lee
Um passarinho pousou sobre Henry Lee

Ela se inclinou sobre uma cerca
Só por um ou dois beijos
E com um pequeno canivete em sua mão
Ela o apunhalou firmemente
E o vento rugiu e o vento gemeu
La la la la la
La la la la lee
Um passarinho pousou sobre Henry Lee

Venha leva-lo por suas mãos brancas como lírios
Venha leva-lo pelos pés
E joga-lo neste poço profundo, profundo
Que é mais do que cem pés
E o vento uivou e o vento soprou
La la la la la
La la la la lee
Um passarinho pousou sobre Henry Lee

Fique aí, Fique aí, o pequeno Henry Lee
Até que a carne solte de seus ossos
Pois a garota que você tem naquela terra verde e alegre
Pode esperar para sempre que você volte para casa
E o vento uivou e o vento gemeu
La la la la la
La la la la lee

Bye Bye Beautiful

-Nightwish




Finally the hills are without eyes
They are tired of painting a dead man's face red
With their own blood

They used to love having so much to lose
Blink your eyes just once and see everything in ruins

Did you ever hear what I told you?
Did you ever read what I wrote you?
Did you ever listen to what we played?
Did you ever let in what the world said?
Did we get this far just to feel your hate?
Did we play to become only pawns in the game?
How blind can you be, don't you see?
You chose the long road, but we'll be waiting

Bye bye, beautiful...


Jacob's ghost for the girl in white
Blindfold for the blinded
Siblings walking the dying earth

Noose around a choking heart
Eternity torn apart
So toll now the funeral bells

"No need to die to prove a lie”

Did you ever hear what I told you?
Did you ever read what I wrote you?
Did you ever listen to what we played?
Did you ever let in what the world said?
Did we get this far just to feel your hate?
Did we play to become only pawns in the game?
How blind can you be, don't you see?
You chose the long road, but we'll be waiting

Bye bye, beautiful...


It’s not the tree that forsakes the flower
But the flower that forsakes the tree
Someday I’ll learn to love these scars
Still fresh from the red-hot blade of your words

...How blind can you be, don’t you see...
...that the gambler lost all he does not have...

Did you ever hear what I told you?
Did you ever read what I wrote you?
Did you ever listen to what we played?
Did you ever let in what the world said?
Did we get this far just to feel your hate?
Did we play to become only pawns in the game?
How blind can you be, don’t you see?
You chose the long road but we’ll be waiting

Bye bye, beautiful
Bye bye, beautiful
bye bye, beautiful
Bye, bye, bye, bye.


TRADUÇÃO

Finalmente as colínas estão sem olhos
Eles estão cansados de pintar de vermelho o rosto de morto
com seu próprio sangue

Eles costumavam amar ter tanto a perder
Pisque os olhos somente uma vez e veja tudo em ruínas

Você já ouviu o que te disse?
Você já leu o que te escrevi?
Você já ouviu o que cantávamos?
Você já absorveu o que mundo disse?
Chegamos tão longe só para sentir seu ódio?
Tocávamos só para nos tornar peões no jogo?
O quão cega você pode ser, você não vê?
Você escolhou o caminho longo, mas nós estaremos te esperando

Adeus linda

Não é a árvore que abandona a flor,
é a flor que abandona a árvore
Algum dia eu vou aprender a amar estas cicatrizes
ainda frescas da lâmina ardente de suas palavras

...O quão cega você pode ser, você não vê...
...que o jogador perde tudo o que não tem...


Você já ouviu o que te disse?
Você já leu o que te escrevi?
Você já ouviu o que cantávamos?
Você já absorveu o que mundo disse?
Chegamos tão longe só para sentir seu ódio?
Tocávamos só para nos tornar peões no jogo?
O quão cega você pode ser, você não vê?
Você escolhou o caminho longo, mas nós estaremos te esperando

Adeus linda
Adeus linda
Adeus linda
Adeus, adeus

Baseado num história real

Hurricane
-Bob Dylan

Tiros de revólver ressoam na noite dentro do bar
entra Patty Valentine vinda do salão superior
ela vê o garçom numa poça de sangue
solta um grito "Meu Deus, mataram todos eles!"
aí vem a história do Furacão
o homem que as autoridades acabaram culpando
por algo que ele nunca fez
colocando numa cela de prisão, mas houve um tempo
em que podia ter sido o campeão mundial

Três corpos deitados ali é o que Patty vê
e outro homem chamado Bello rodeando misteriosamente
"Eu não fiz isso"ele diz e joga os braços pra cima
"Estava só roubando a registradora , espero que você entenda
eu os vi partindo" ele diz e pára
"É melhor um de nós ligar pros tiras"
e assim Patty chama os tiras
e eles chegam na cena com suas luzes vermelhas piscando
na noite quente de New Jersey

Enquanto isso, bem longe, em outra parte da cidade
Rubin Carter e uns dois amigos estão dando algumas voltas de carro
o pretendente número um à coroa dos pesos-médios
não tinha idéia do tipo de merda que estava para baixar
quando um tira o fez parar no acostamento
igualzinho à vez anterior e à outra vez antes dessa
em Paterson é assim mesmo que as coisas rolam
se você é negro, melhor nem aparecer na rua
a não ser que queira atrair uma batida policial

Alfred Bello tinha um parceiro e ele soltou um papo atrás dos tiras
ele e Arthur Dexter Bradley estavam só fazendo uma ronda
ele disse "Vi dois homens sairem correndo, pareciam pesos-médios
pularam dentro de um carro branco com a placa de outro estado"
e a senhorita Patty Valentine apenas assentiu com a cabeça
um tira disse "Esperem um minuto, rapazaes, este aqui não está morto"
então o levaram à enfermaria
e embora esse homem mal pudesse enxergar
disseram a ele que podia identificar os culpados

As 4 da manhã eles arrastam Ruby consigo
o levam para o hospital e o trazem escada cima
o homem ferido olha pra cima através de seu único olho moribundo
diz " Por que vocês o trouxeram aqui dentro? Não é esse o cara !"
sim, eis aqui a história do Furacão
o homem que as autoridades acabaram culpando
por algo que ele nunca fez
colocando numa cela de prisão, mas houve um tempo
em que podia ter sido o campeão mundial

Quatro meses depois, os guetos estão em chamas
Rubin está na América do Sul, lutando por seu nome
enquanto Arthur Dexter Bradley continua no ramo do assalto
e os tiras estão apertando-o
procurando alguém pra culpar
"Lembra daquele assassinato que aconteceu num bar?"
"Lembra que você disse ter visto o carro fugitivo?"
"Você acha que está a fim de brincar com a lei?"
"Não acha que talvez tenha sido aquele lutador
que você viu correndo pela noite?"
"Não se esqueça de que você é branco"

Arthur Dexter Bradley disse "Não tenho muita certeza"
os tirs disseram "Um rapaz como você precisa de uma folga da polícia
te pegamos por aquele serviço no motel
e agora estamos conversando com seu amigo Bello
agora,você não querter de voltar pra cadeia
seja um sujeito legal
Você estará fazendo um favor a sociedade
aquele filho-da-puta é valente e está ficando cada vez mais
nós queremos botar o rabo dele pra fritar
queremos pregar esse triplo assassinato nele
o cara não é nenhum cavalheiro"

Rubin podia apenas nocautear um cara com apenas um soco
mas nunca gostou muito de falar sobre isso
"É meu trabalho", diria, "E eu o faço para ser pago
e quando isso termina, prefiro cair fora o mais rápido possível
na direção de algum paraíso
onde riachos de trutas correm e o ar é ótimo
e andar a cavalo ao longo de uma trilha"
mas aí o levaram para a cadeia
onde tentaram transformar um homem num rato

Todas as cartas de Rubin já estavam marcadas
o julgamento foi um circo de porcos, ele não teve a menor chance
o juiz fez das testemunhas de Rubin bebados das favelas
e para os brancos que assistiam, ele era um vagabundo revolucionário
e para os negros, apenas mais um crioulo maluco
ninguém duvidava que ele tinha apertado o gatilho
e embora não conseguissem produzir a arma
o promotor público disse que era ele o responsável
e o juri, todos de brancos, concordou

Rubin Carter foi falsamente julgado
o crime foi de assassinato "em primeiro grau"
adivinha quem testemunhou?
Bello e Bradley,e ambos mentiram descaradamente
e os jornais, todos pegaram uma carona nessa onda
como pode a vida de um homem desses
ficar na palma da mão de algum tolo?
vê-lo obviamente condenado numa armação
não teve outro jeito a não ser me fazer sentir vergonha
de morar numa terra onde a justiça é um jogo

Agora todos os criminosos em seus paletós e gravatas
estão livres para beber martinis e assitir o sol nascer
enquanto Rubin fica sentado como Buda em uma cela de 3 metros
um inocente num inferno vivo
essa é a história do Furacão
mas não terá terminado enquanto não limparem seu nome
e devolverem a ele o tempo que serviu
colocado numa cela de prisão, mas houve um tempo
em que podia ter sido o campeão mundial


Rubin Carter, boxeador, conhecido como Hurricane ( Furacão) foi preso em 66, acusado de assassinato em primeiro grau. Foi libertado, após 19 anos de prisão, em 85.
Recentemente sua história foi contada no filme Hurricane, sendo interpretado brilhantemente por Denzel Washington

Bob Dylan foi processado pela Patty Valentine, por ter usado seu nome na música .

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Acabo de notar que me tornei menos impulsivo (ainda que nunca o tenha sido realmente). Escrevo menos por pensar e refletir mais, não mando SMSs ou emails no dia em que os crio, não falo ou respondo logo que ouço (apesar de algumas poucas exceções).

Espero que isso seja bom...

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Penúltimo

Este blog está próxima da Morte. Problemas, desentendimentos, ameaças - além disso, o que mais ele me trouxe ou traz? Reconhecimento? Pelo o que? Exposição? A quem? Alívio? Pra que?
Já me acostumei com comentários ou emails "ofensivos", fruto de minhas palavras, ética e crença. Sinceramente, isso pouco me incomoda. Alias, sempre gostei de ter fãs, mesmo que ocultos. Contudo, começo a ver que só me desabafo aqui por não ter amigos com quem possa me confessar pessoalmente. Tenho inúmeros conhecidos, inúmeras pessoas que me olham, admiram e não vêm falar comigo por receio ou timidez. Nunca me faltou contato social. Porém, na prática, não tornei amigos reais meus colegas de classe; Não me tornei "fundamental" àquelas que amei e amo. Eis o preço pago por ser gótico, fechado e/ou orgulhoso: isolamento.
Há tempos levo ao bar meu caderno; há tempos palavra alguma flui. Pra que continuar publicando pensamentos lidos somente por quem não me conhece, não quer se mostrar ou procura uma forma de me atingir? De que vale sessenta leitores por dia se nenhum dos mesmos compartilha suas opiniões REAIS?
Pelo menos agora percebo que este blog pode trazer algo publicado em livro e somente em livro. Afinal, de que vale um escrito sem um leitor?

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Há Tempos

-Legião Urbana

Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos.


Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...

Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso.

Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito.

Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.

E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...

Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa.

Domingo, 8 de Junho de 2008

Estava sozinho em seu quarto, praticamente como sempre. Olhando para seu computador, ele pensava em quem sonhava em rever; pessoas que moravam perto ou longe, em seus sorrisos, mãos e pés. Quantas vezes disse adeus à tais pessoas, tentando se enganhar com que as simples e meras palavras fossem, por sí só, se realizar?
Por muito tempo - anos, décadas - tentou reafirmar os laços com quem não mais estava presente. Contudo, seja pela distância, relacionamentos, orgulho ou a soma de tais, nunca pôde fazê-lo, nunca mais consegiu algo maior do que "amanhã ou nesta semana a gente se vê,tá?" Meu Deus, quantas horas demora pro amanhã chegar? Quantos dias têm uma semana?
Ninguém pode ser excluído de tal responsabilidade, nem mesmo ele. Porém, que seja dita a verdade; Ele, por mais preguiçoso que fosse, sempre se colocou à disposição para ir à tais pessoas, sempre deixou claro onde e quando vê-lo. Nunca negou-as a palavra ou pensamentos.

Sentia falta de suas amigas. Nada mais sabia das mesmas. Será que ainda se lembravam dele? Por que mais que queira pensar que sim, os fatos mostram o contrário, mostram que tais amizades morreram. Infelizmente. Afinal, a diferença entre um amigo e um conhecido não é que o primeiro se dispõe a ajudar e ouvir sempre que necessário?
Sua alma chora quando se lembra de seus mais difíceis dias; nos quais pediu, em vão, ajujda, ombro, cólo e, acima de tudo, uma simples atenção.
O ontem acabou. Que o amanhã traga algo melhor mostrando que amizades também ressuscitam ou reencarnam.

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Fado Tropical

-Chico Buarque


Ó musa do meu fado,
ó minha mãe gentil,
te deixo consternado no primeiro abril.

Mas sê tão ingrata,
não esquece quem te amou
e em tua densa mata,
se perdeu e se encontrou.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal,
ainda vai tornar-se um imenso Portugal.

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental.
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirísmo
(além da sífilis, claro).
Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar,
meu coração fecha os olhos e sinceramente chora"

Com avencas na caatinga,
alecrins no canavial,
licores na moringa,
um vinho tropical.
E a linda mulada com rendas do alentejo
de quem numa bravata arrebata um beijo.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal,
ainda vai tornar-se um imenso Portugal.

"Meu coração tem um sereno jeito
e as minhas mãos o golpe duro e presto.
De tal maneira que depois do feito,
desencontrado eu mesmo me contesto.
Se trago as mãos distantes do meu peito,
é que há distância entre intenção e gesto.
E se meu coração nas mãos estreito,
Me assombra a súbita impressão de incesto.
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa,
Mas no meu se desabotoa.
E se a sentença se anuncia bruta,
mais que depressa a mão cega executa,
pois que, senão, o coração perdoa".

Gutarras e sanfonas,
jasmins, coqueiros, fontes,
sardinhas, mandioca
num suava azulejo.
E o rio Amazonas
que corre trás-os-montes
e numa pororoca
deságua no Tejo.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal,
ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal,
ainda vai tornar-se um império colonial.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Como cantou Nightwish:

"No truth,
no sense left to be followed"

"Sem verdade,
sem sentido deixado para ser seguido".

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Autor inglês Neil Gaiman vem para a Flip

Folha de S. Paulo - 13/05/2008

O escritor inglês Neil Gaiman, um dos mais famosos autores de quadrinhos do mundo, foi confirmado na sexta edição da Festa Literária Internacional de Parati (Flip), que acontece de 2 a 6 de julho, na cidade litorânea fluminense. O autor da premiada série em quadrinhos Sandman e de livros como Os Filhos de Anansi virá ao país pela terceira vez - esteve em São Paulo em 1995 e em 2001, quando passou também pela Bienal Internacional do Livro, no Rio. Com milhares de fãs no Brasil, as visitas de Gaiman assemelham-se às de grandes astros do rock. A assessoria de imprensa da editora Conrad, que publica várias obras do inglês no Brasil, confirmou a vinda do autor, mas disse não saber de que mesa ele participaria nem em que dia

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Passerá

Cansaço, desânimo, frustração, confusão. Tudo e nada.

Minha vida se tornou um caos ainda maior do que antes. A bola de neve começou a rolar e ao pensar na esquiva, não penso na solução.

Vejo que a próxima semana será crucial; decidirei se quero ou não namorar, se entro ou não em falência e por fim, se fico em São Paulo ou volto para Piracicaba.

Parece que finalmente passei a me preocupar mais com minha estabilidade financeira e independência do que com meu coração. Isso poderia ser bom se, e somente se uma pessoa amada não estivesse envolvida. Sendo assim, não consigo colocar ela ou qualquer outra como fundamental, ou seja, não consigo me comprometer "oficialmente", não sei o que posso garantir ou oferecer além da lealdade, a qual, infelizmente não inclui fidelidade.

Quero estar com ela, quero vê-la todo dia, mas quero conhecer outras pessoas. Sei que isso seria uma fuga, sei com quem mais gosto de estar. Acho que isso são os únicos fatos que sei além de não saber onde morarei amanhã.

Confissões de um Pós-Adolescente.

Passerá...

Passerá?

Sábado, 24 de Maio de 2008

Dormir

-The Smiths

Cante pra eu dormir
Cante pra eu dormir
Estou cansado
e quero ir pra cama

Cante pra eu dormir
Cante pra eu dormir
E então me deixo sozinho
Não tente me acordar na manhã,
pois eu terei partido.
Não se sinta mal por mim,
quero que você saiba
No fundo de meu coração,
eu terei gostado de partir.

Cante pra eu dormir
Cante pra eu dormir
Eu não quero mais acordar sozinho

Cante pra mim
Cante pra mim
Eu não quero mais acordar sozinho


Não se sinta mal por mim,
quero que você saiba
No fundo de meu coração,
eu terei gostado de partir.

Existe um outro mundo
Existe um outro mundo
Bem, deve existir
Bem, deve existir
Bem, deve existir
Bem, deve existir
Bem, ...

Adeus adeus
Adeus adeus
Adeus...